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Foto: sxc.hu |
A acne é rara entre crianças, porém, em alguns casos, a doença pode se manifestar durante a infância e o ideal é tratar imediatamente para evitar problemas no futuro. Geralmente, as espinhas são mais freqüentes em bebês, nos primeiros 18 meses de vida e podem persistir até os 3 ou 4 anos.
A dermatologista Izelda Maria Carvalho, explica que alguns recém-nascidos podem sofrer desse mal, "A acne é um entupimento do folículo pilo-sebáceo, (referente a uma minúscula cavidade da pele, pelos e gorduras) e, pode ser transmitida através de hormônios do leite materno. Essa é a causa principal do surgimento de cravos e espinhas na face do bebê". Segundo a doutora, a doença tende a desaparecer com o tempo, mas, de qualquer forma, é importante consultar um profissional para não confundir a inflamação com outra coisa.
Já em crianças, não é muito freqüente como em adolescentes. A doutora alerta que em pequenos acima de 2 anos, a acne em excesso pode significar algo mais grave, e por isso, deve ser averiguada em laboratório por especialistas. "A acne pode ser um achado a partir dessa idade e estar associada a algum tumor, a puberdade precoce ou a causa mais freqüente que é a Síndrome do Ovário Policístico em meninas". Algumas pessoas acreditam que crianças não podem partir para um tratamento contra a acne, como adolescentes ou adultos, mas a doutora esclarece que elas não só podem como devem: "Têm de se submeter ao tratamento assim como adolescentes e adultos; a dosagem será diferente, de acordo como peso e idade (cada caso é um caso), mas se elas não fizerem isso, podem carregar cicatrizes no rosto que dificilmente serão removidas no futuro, além disso não resolverão o problema".
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Hoje em dia existem diversos tratamentos para curar a acne. Foto: sxc.hu |
Muitas vezes, espinhas e cravos aparecem também por conta do uso de cosméticos, cremes faciais, corporais, maquiagens, óleos, entre outras coisas não apropriadas para os pequenos, como explica o especialista Jesus Rodrigues Santamaría: "As crianças abusam desses produtos e podem estar estimulando o aparecimento desagradável de acne".
Uma outra causa estudada por especialistas é a questão emocional. Uma criança com acne pode não apresentar nenhum dos fatores pré-dispostos e nem ter histórico familiar de acne, mas pode contrair a doença por algum trauma ou problema dentro de casa. É muito comum até a adolescência, os pequenos manifestarem seus sentimentos através de alguma reação física.
A pele das crianças é sensível e exige cuidados. Se não tratada pode acabar até prejudicando a auto-estima de uma pessoa. Ás vezes, durante a infância, ter espinha pode, esteticamente, não significar muito nem para os pequenos e nem para os pais, mas ir ao dermatologista em caso de sinais de acne é a primeira coisa a ser feita para evitar que a doença se agrave com o passar dos anos.
Para uma pele saudável: |
Fontes:
*Izelda Maria Carvalho Costa- Professora de dermatologia e coordenadora do ambulatório de Dermatologia Infantil do Hospital Universitário de Brasília/UNB.
*Jesus Rodrigues Santamaría- Dermatologista, professor da Universidade Federal do Paraná.
* www.acne.com.br
* www.belcol.com.br
Atualizado em 6 Set 2011.