Michael Moore dá tiros para todos os lados para acusar e ridicularizar Bush. Imagens do presidente abobalhado e estático, que visitava uma escola infantil no dia em que aconteceram os ataques terroristas, indicam que ele não sabia o que fazer no momento em que sua nação sofria uma séria ofensiva. Depois, é acusado de tirar familiares de Bin Laden dos Estados Unidos em vôos fretados e sem interrogar ninguém. De volta ao passado do presidente, Moore tenta provar que as relações de Bush pai e filho com a família real saudita são antigas e vêm desde a década de 70. Em tempos atuais, o diretor tenta evidenciar que os cidadãos americanos são mantidos em constante estado de medo.
Do Iraque, em meio a uma guerra que Moore (e não só ele) insiste ser desnecessária, ele traz imagens de jovens servindo o exército por uma causa que não escolheram e não necessariamente acham justa. Mostra cenas de familiares que tiveram parentes mortos na guerra e soldados feridos e com corpos mutilados que não recebem suporte financeiro suficiente do governo norte-americano. Isso tudo recheado por um punhado de registros indigestos, entrevistas, dados estatísticos e com o ácido humor do cineasta.
Em mais de duas horas de filme, Michael Moore - vencedor do Oscar 2003 de melhor documentário por Tiros em Columbine - quer que seu longa cumpra a missão de evitar a reeleição de George W. Bush à presidência norte-americana. Para isso, faz tudo para revelar fatos que evidenciem a incompetência do governante. Fahrenheit 11 de Setembro já é o documentário mais lucrativo da história (até agora rendeu mais de US$ 100 milhões em bilheteria) e faturou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano.
Fahrenheit 11 de Setembro
Diretor: Michael Moore
País de origem: EUA
Ano de produção: 2004
Classificação: 14 anos